Melhores tours a pé grátis em Cusco
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A visita inclui a Plaza de Armas e a Catedral?
Sim, a Plaza de Armas e a Catedral fazem parte do itinerário habitual. Estes lugares são símbolos da cidade e reflectem a mistura de culturas. Aqui, o guia falará sobre a arquitetura colonial e a sua ligação com a história Inca.
Que tradições culturais são explicadas durante o passeio?
A visita explica os feriados religiosos, as lendas locais e os rituais. Os guias mostram como a cultura inca se entrelaça com a cultura católica. Isto ajuda a compreender melhor a atmosfera única de Cusco.
A excursão é segura a grande altitude - há pausas?
Sim, os guias têm em conta a altitude e fazem pausas para permitir que os participantes se habituem às condições. O ritmo da caminhada é normalmente descontraído. Poderá também ser aconselhado a hidratar-se e a descansar.
O Mercado de São Pedro faz parte da visita guiada?
Sim, San Pedro é frequentemente incluído no programa, pois é um mercado colorido com comida e artesanato. Aqui pode ver a vida dos habitantes locais e experimentar pratos tradicionais. Isso dará um sabor especial ao passeio.
Iremos visitar as ruínas incas no centro da cidade?
Sim, o "Original Free Walking Tour Cusco" inclui ruínas bem no centro de Cusco, como o templo Coricancha. O guia explicará o seu significado e mostrará como os edifícios antigos foram integrados nos edifícios coloniais. Este é um exemplo claro de síntese cultural.
Conheça a cidade onde a pedra inca se cruza com as ruas coloniais
Não vai perceber logo toda a história de Cusco. Ao passear pela Plaza de Armas, irá reparar em antigas paredes de pedra incas que sustentam edifícios de estilo espanhol. Por exemplo, a Catedral de Cusco ergue-se mesmo por cima de um antigo palácio inca. Esta é a essência de Cusco — camadas e camadas de pedra da era do Tawantinsuyu por baixo de paredes coloniais mais recentes. A forma mais simples de compreender esta história em camadas é fazer um passeio a pé gratuito em Cusco, porque um guia turístico irá indicar-lhe muitas coisas que normalmente passariam despercebidas e ajudá-lo-á a orientar-se nestas ruas confusas.
Porquê fazer um passeio a pé em Cusco?
Muitas pessoas dir-lhe-ão que pode ir à Plaza de Armas e dar uma volta por lá. Isso é, de certa forma, verdade. Um passeio por conta própria pode ser uma boa opção. No entanto, há muitas razões pelas quais as pessoas preferem participar em passeios gratuitos em Cusco em vez de simplesmente vaguearem sozinhas. Aqui estão elas:
- Conectividade estrutural. Quando vês as diferentes partes de Cusco como parte de uma única história, em vez de locais separados que tens de visitar, vais achar esta cidade muito mais fácil de compreender.
- Síntese arquitetónica. Há muitas paredes incas antigas escondidas por trás de novos edifícios coloniais, como por exemplo no interior do Qorikancha (o antigo Templo do Sol, que mais tarde foi utilizado como convento) e noutros locais que seriam difíceis de detectar, a menos que um guia local o leve até lá.
- Profundidade cultural. Embora as antigas práticas espirituais andinas tenham sido incorporadas no catolicismo romano espanhol, as duas culturas continuam a coexistir até hoje. Os vestígios desta mistura serão facilmente visíveis se alguém lhe mostrar onde procurar.
- Ritmo adequado. Os passeios a pé decorrem geralmente a um ritmo lento, adequado à altitude, e incluem muitas pausas; por isso, independentemente da sua condição física no início, não ficará sem fôlego.
- Percurso eficiente. Todas as principais atrações do centro histórico da cidade são visitadas durante um passeio a pé em Cusco. Assim, passará muito pouco tempo a deslocar-se de um ponto a outro.
Cusco como uma cidade de três texturas
Pedra: a arquitetura do período inca ao colonial
É disso que os habitantes locais mais se orgulham. Quando os colonos espanhóis chegaram ao Peru, não derrubaram as estruturas incas existentes. Estas eram demasiado resistentes, devido à sua construção em pedra. Em vez disso, construíram andares adicionais sobre o que já existia, como no caso do Coricancha. Ao percorrer o Beco de Loreto, poderá ver esta estrutura com os seus próprios olhos. As pedras encaixam-se tão bem que não há espaço entre elas. Esta mesma ideia é utilizada na Pedra dos Doze Ângulos. É uma das razões pelas quais os edifícios mais antigos, construídos em pedra, conseguiram resistir a inúmeros terramotos, enquanto os edifícios mais recentes ruíram.
Ritual: A Alma da Crença Sincrética
Por baixo da fachada turística de Cusco encontra-se uma cidade antiga com vestígios de uma forma de pensar ancestral. Muitos festivais e celebrações têm origens católicas, mas estão também entrelaçados com elementos de algo muito mais antigo, como pequenas oferendas à Pachamama, que antecedem a construção de muitas igrejas nas proximidades. Esta mistura de sincretismo e das antigas formas de pensar é o que distingue Cusco de outras cidades coloniais. Com o passar do tempo, os antigos sistemas de crenças tornaram-se tão entrelaçados que agora funcionam como uma unidade única, em vez de serem distintos.
A vida no mercado: o ritmo andino do dia a dia
Há também outra faceta de Cusco que não tem absolutamente nada a ver com edifícios antigos. O Mercado de San Pedro é barulhento e movimentado, mas num sentido positivo. Há muitas pilhas de frutas exóticas das quais provavelmente nunca ouviu falar, os vendedores estão constantemente a gritar os preços e há sempre algo delicioso a ser preparado numa das outras bancas do mercado. É a ligação entre as praças centrais elegantes e os complexos de templos e a vida quotidiana dos habitantes de Cusco. Se quiser provar autêntica comida andina fora do ambiente de um restaurante tradicional, é aqui que a encontrará.
Escolha o percurso em Cusco que melhor se adequa à sua viagem
A maioria das pessoas procura algo diferente quando escolhe um passeio gratuito em Cusco, e isso é perfeitamente normal. E também poderá encontrar aquele que se adapta ao seu ritmo e aos seus interesses.
- Para quem visita Cusco pela primeira vez. A maioria dos visitantes de primeira viagem deve começar por um percurso de visão geral — a praça principal, a catedral e as muralhas incas mais evidentes.
- Para os puristas da história e da arqueologia. A maioria dos entusiastas da história e das antiguidades poderá preferir percursos centrados na alvenaria original e na forma como a cidade foi inicialmente construída.
- Para viajantes com um ritmo mais calmo. Pode pedir um percurso com mais paragens/pausas e menos subidas íngremes, para ajudar a aliviar alguns dos efeitos da altitude elevada.
- Para quem procura cultura. Normalmente, os amantes da cultura preferem percursos que passem por bairros de artesãos e pelos mercados animados, em vez de se limitarem a visitar apenas os monumentos.
Por que razão a altitude é mais importante em Cusco do que na maioria das escapadelas urbanas
Os passeios a pé normalmente não levantam problemas relacionados com os níveis de oxigénio na maioria das visitas urbanas. Mas não em Cusco. A cerca de 3.400 metros (ou 11.150 pés de altitude), não há nada como sentir as pernas a começarem a doer e ficar sem fôlego durante aqueles primeiros 10 minutos. Por isso, os passeios em Cusco levam a altitude muito a sério: os guias avançam a um ritmo suficientemente lento e fazem paragens suficientes para que se possa aclimatar. Em vez de fazer aquela subida difícil pelos Andes, terá um passeio lento e descontraído por cada rua.
Praça, Templo, Mercado: a sequência histórica definitiva
Normalmente, os passeios começam na Plaza de Armas (Huacaypata era o nome que lhe era dado quando os Incas tinham a sua praça dos guerreiros). Uma vez na Plaza de Armas, irá ao Coricancha e a uma igreja católica construída sobre ele. Por fim, terminará no Mercado de San Pedro (onde se desenrola a vida quotidiana da cidade).
Este percurso é simples e cronologicamente correto — do grandioso e imponente ao histórico, e depois até aos dias de hoje. Assim, é fácil perceber a evolução de Cusco ao longo do tempo ao percorrer este itinerário.
Cusco para além da Praça Principal: San Blas e a Cidade Vertical
Siga em frente subindo a colina a partir da parte central da cidade e chegará ao bairro de San Blas, repleto de pequenas ruas sinuosas, bem como de pequenas lojas de arte e de artesãos que aqui trabalham há anos. Este bairro tem um ritmo muito mais lento do que o centro da cidade e transmite uma sensação de autenticidade. Continue a caminhar e verá as colinas que conduzem a Sacsayhuamán (a grande fortificação de pedra situada no alto de Cusco). Devido a estas numerosas colinas, Cusco parece maior do que o seu tamanho sugeriria num mapa — há normalmente ruas, vistas e/ou percursos adicionais para explorar algures acima de si.
Ritmo prático: lidar com a altitude e as expectativas
Há alguns aspetos importantes a ter em conta antes do seu passeio a pé:
- Mantenha-se hidratado e use protetor solar. Mesmo que não pareça estar muito calor, a altitude pode tornar a hidratação e a proteção solar uma tarefa difícil.
- Reserve com antecedência. A maioria dos grupos nos passeios a pé em Cusco tem um número limitado de participantes, para que as pessoas tenham espaço para percorrer ruas estreitas e íngremes. Por isso, as vagas esgotam-se rapidamente.
- Verifique o idioma. Muitos guias falam várias línguas. Por isso, verifique as bandeiras indicadas ao reservar o seu passeio para evitar confusões.
Por que Cusco se destaca: a narrativa viva mais antiga das Américas
Embora esta cidade esteja entre as áreas urbanas mais antigas, onde os habitantes viveram continuamente desde a sua fundação, o facto de nenhum edifício ter sido destruído para dar lugar a uma estrutura mais recente é o que define Cusco. As estruturas incas originais não foram demolidas. Em vez disso, as construções posteriores, incluindo a arquitetura da era colonial, foram acrescentadas por cima dessas antigas estruturas de pedra. Acrescente a isto uma cultura quechua ativa, cuja língua ainda hoje é falada, e o resultado é uma cidade diferente de outras localidades próximas.
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